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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Revolução Industrial

Revolução Industrial.

Conjunto de transformações técnicas, econômicas e sociais que assinalaram a plena configuração do sistema capitalista (ou modo de produção capitalista).

ETAPAS DO MODO DE PRODUÇÃO:
1ª – Artesanato: forma mais simples de produção industrial. O artesão fazia tudo sozinho.
2ª – Manufatura: caracteriza-se pela divisão de tarefas. Cada pessoa executa uma parte do trabalho, sendo que todas as operações essenciais eram feitas à mão com ajuda de ferramentas manuais.
3ª – Mecanização: forma mais complexa de produção industrial. Consiste na utilização das máquinas em substituição às ferramentas e ao próprio trabalho do homem.

CAUSAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
a)Expansão do comércio: acumulação de capital nas mãos da burguesia;
b)Crescimento do mercado consumidor: exigências de novos produtos;
c)Abolição das restrições impostas pelo mercantilismo e abandono das práticas absolutistas de governo;
d)Novas descobertas.

1ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (1780 – 1850)
• Revolução do carvão e ferro;
• Desenvolvimento do capitalismo industrial/ liberal;
• Liberdade de comércio e produção;
• Livre concorrência e livre iniciativa.
2ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL (1850 – 1914)
• Revolução do aço e da eletricidade;
• Capitalismo monopolista;
• Grandes monopólios.
PIONEIRISMO INGLÊS:
Causas:
• Acumulação de capital;
• Mão-de-obra abundante e disponível;
• Supremacia naval
• Monarquia Parlamentar;
• Liberalismo político e econômico;
• Posição geográfica;
• Inovações técnicas.

CONSEQUÊNCIAS DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
• Utilização constante da máquina;
• Divisão do trabalho;
• Aumento de produção;
• Crescimento da urbanização e despovoamento dos campos;
• Ruína dos artesãos;
• Surgimento de novas classes: Burguesia industrial e proletariado;
• Expansão do colonialismo;
• Evolução dos meios de transporte e das comunicações;
• Expansão do capitalismo por toda Europa e suas colônias.

RELAÇÕES DE PRODUÇÃO NO CAPITALISMO INDUSTRIAL:

MÁQUINAS
INSTALAÇÕES EMPRESÁRIO BURGUESIA LIBERALISMO
FÁBRICAS
TERRAS

FORÇA DE TRABALHO TRABALHADOR PROLETÁRIO SOCIALISMO


Movimentos de trabalhadores.
• Ludismo: destruição das máquinas, pelos trabalhadores, introduzidas na indústria fabril. Os trabalhadores acreditavam que as máquinas eram responsáveis pela sua miséria, exploração e desemprego.
• Cartismo: movimento derivado da Carta do Povo, documento onde os trabalhadores reivindicavam, dentre outras coisas, redução de jornada de trabalho, sufrágio universal masculino, voto secreto e eleições anuais. Uma das principiais conseqüências desse movimento foi o surgimento das associações de trabalhadores que deram origem aos sindicatos modernos.

Fonte:
Livro didático Construindo Conciências.
Editora Scipione.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

imperialismo




Imperialismo Norte-Americano na América Latina

Aula 26 - Imperialismo Norte-Americano na América Latina

O imperialismo norte-americano
Pode ser dividido em duas etapas:
Interna: ocupação do território dos Estados Unidos de 1803 a 1853. Com a ocupação de novas regiões do Atlântico ao Pacífico, Destino Manifesto. Guerra Civil (Secessão 1861-1865).
Externa: imperialista, com a Segunda Revolução Industrial.
– 1898 – ocorreu a anexação do Havaí e no mesmo ano a Guerra Hispano-Americana que resultou no Tratado de Paris, marcando a preponderância dos Estados Unidos sobre Cuba; Porto Rico; ilhas Guam e Filipinas.

– O Big Stick (1904) Theodore Roosevelt (1901 a 1909) enviou ao Congresso um documento que ficou conhecido como Corolário Roosevelt, que pode ser entendido como uma complementação da Doutrina Monroe (proibia às potencias estrangeiras estender seus domínios no Novo Mundo) de 1823.
# visando preservar seus interesses econômicos e políticos, os Estados Unidos garantiram-se o direito de interferir nos negócios dos países latino-americanos e se necessário com o uso da força, para garantir seus interesses. (Panamá; República Dominicana; Haiti; Nicarágua).
– 1902  Emenda Platt. Instituía o direito de intervenção dos Estados Unidos no país, além de conceder aos americanos uma área de 117 quilômetros quadrados, a baía de Guantánamo. (a Emenda somente foi retirada em 1934, já no contexto da Política da Boa Vizinhança).

– A Política da Boa Vizinhança (1932) Franklin Delano Roosevelt Embora preservasse a hegemonia norte-americana sobre a América Latina, assumiu uma feição mais cordial. Alinhamento dos países latino-americanos com os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria.

– Aliança para o Progresso (Kennedy)  dar assistência às populações carentes da América Latina, visando evitar o surgimento de focos revolucionários que pudessem seguir o exemplo da Revolução Cubana.

– Segurança do Hemisfério  apoio dos Estados Unidos às ditaduras militares implantadas a partir de 1964.

– Defesa dos Direitos Humanos (Jimmy Carter)  redução do apoio dos EUA às ditaduras militares latino-americanas.




quinta-feira, 14 de maio de 2009

DICAS DE HOJE ( FILMES)


Síntese do Filme: O Nome da Rosa

SINOPSE

Estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas. A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição.

PRECONCEITO



Olá pessoal!
Seguindo a ideia do nosso tema transversal "Cuidar de mim para cuidar de todos" no aspecto do "Cuidado com os pobres, oprimidos e excluídos", utilizar a hora cívica desta quinta-feira será um bom momento para refletirmos:
Dia 13/05/09 completa 121 anos da Lei Áurea (13/05/1888), que aboliu a escravidão negra no Brasil, mas as estatísticas atuais do IBGE impressionam:
- em cada grupo de 100 pessoas mais pobres, 73 são negras ou pardas;
- são também 7 em cada 10 analfabetos;
- dos universitários brasileiros, são negros e pardos SOMENTE 3%!
Ninguém se admite racista, mas todos sabemos de casos de racismo. Isso mostra que ainda temos muito que melhorar.

DICAS:
A IGUALDADE QUE NÃO VEIO
Site da ONG Diálogos contra o racismo
Dados da desigualdade racial no Brasil
Vídeos legais
Vamos refletir!
Abraços



http://www.8ahistoria.blogspot.com/

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CANA DE AÇUCAR

A Cana-de-Açúcar no Brasil: objetivos, implantação, apogeu e queda

Plantio em grande escala da cana transformou o Brasil em principal fornecedor de açúcar para a Europa – até chegar a concorrência

Um dos propósitos para a descoberta de novas terras, na época das Grandes Navegações, era a falta de áreas cultiváveis na Europa em que pudessem prosperar espécies de plantas como a Cana-de-Açúcar, cujo produto, o açúcar, era escasso e caro no Velho Continente. Portugal plantava cana nas ilhas de Cabo Verde, Açores e Madeira. Ainda assim, eram poucas as terras apropriadas para a cultura.

Com a Descoberta do Brasil, a Cana-de-Açúcar foi trazida para a América – as primeiras mudas chegaram em 1532, na expedição de Martim Afonso de Souza –, e aqui a planta espalhou-se no solo fértil de massapê, com a ajuda do clima tropical quente e úmido e da mão-de-obra escrava trazida da África. A descoberta dessa nova colônia enriqueceu Portugal e espalhou o açúcar brasileiro – assim como aquele produzido na América Central, por franceses, espanhóis e ingleses – por toda a Europa.

Principalmente por causa das invasões de estrangeiros no Brasil, tornou-se necessário habitar a nova colônia. Para isso, o rei D. João III dividiu as terras pertencentes a Portugal, conforme o Tratado de Tordesilhas, em capitanias hereditárias, a exemplo do que havia sido feito em Madeira e Açores. As capitanias eram doadas pelo rei aos donatários – fidalgos portugueses que, em troca, deveriam povoar, cultivar, desenvolver e defender, principalmente de invasores, as terras concedidas.

A capitania mais importante na época do ciclo da cana era a Capitania de Pernambuco, que pertencia a Duarte Coelho, onde foi implantado o primeiro centro açucareiro do Brasil. Logo se seguiu o despertar da Capitania da Bahia de Todos os Santos – de Francisco Pereira Coutinho – e, com o desmatamento da Mata Atlântica nativa, os canaviais expandiram-se pela costa brasileira.

No entanto, diferentemente do que acontecia nas terras do norte da colônia, no sul, as capitanias de São Vicente (São Paulo) e São Tomé (Rio de Janeiro) sofriam por estarem distantes da metrópole e dos portos europeus. Isso encarecia o transporte do açúcar, mas não impediu que a cultura também se estabelecesse nessas áreas.

A Espanha, grande concorrente de Portugal, além de plantar cana desde 1506, em Cuba, em Porto Rico e no Haiti – suas colônias –, trazia pedras e metais preciosos das terras do Novo Mundo. Porém, com a adoção de medidas portuguesas que asseguravam a liderança lusitana no mercado açucareiro e a descoberta dos tesouros astecas e das minas mexicanas pelos espanhóis, o interesse da Espanha pelos canaviais se amainou.

A maior conseqüência da penetração de metais preciosos das colônias espanholas na Europa foi o aumento dos preços de produtos considerados de luxo. Essa coincidência favoreceu o domínio português sobre a produção de açúcar no século XVII.

Em 1580, com a morte do rei D. Sebastião, a Coroa Espanhola incorporou Portugal aos seus domínios. A união das coroas não fez bem às relações de Portugal com a Holanda, já que os holandeses eram inimigos dos espanhóis. Nessa época, o açúcar brasileiro seguia em embarcações para ser refinado na Holanda, e quem realmente o comercializava eram os holandeses.

Com a interrupção de relações portuárias entre Portugal e Holanda, a idéia de tomar o Nordeste brasileiro tomou corpo na corte holandesa. Apoiados pela Companhia das Índias Ocidentais, empresa fundada em 1621, e pelos Estados Gerais das Províncias unidas (governo da Holanda na época), holandeses desembarcaram no Brasil em 1630.

Passaram 24 anos entre nós, adquirindo tecnologia e experiência nos engenhos e canaviais. Os holandeses foram expulsos em 1654 mas levaram o conhecimento e as técnicas do cultivo da cana para as Antilhas e para a América Central. Essas terras, que ficavam mais próximas da Europa, substituíram o açúcar brasileiro no mercado e a agricultura brasileira recebeu um grande golpe.

O Nordeste já não podia competir no cenário internacional. A vida social, econômica e cultural brasileira passou por uma grande transformação, e a situação só melhorou quando as colônias européias produtoras de açúcar foram sacudidas por revoltas sociais que desencadearam a independência das colônias. Aproveitando-se disso, produtores brasileiros voltaram a ser os maiores fabricantes de açúcar do mundo.

A abertura dos portos, em 1808, e a Independência, em 1822, também beneficiaram a produção. Mas isso não foi suficiente para retomar a posição de dois séculos atrás.

A agricultura da Cana-de-Açúcar vinha sendo prejudicada pela expansão do cultivo da beterraba – da qual também é extraído o açúcar – na Europa; pela distância entre o Brasil e os portos consumidores; e pelo baixo nível técnico da produção.

O século XIX não foi bom para o Brasil, que caiu para quinto lugar na lista de produtores de cana, com apenas 8% da produção mundial. A economia açucareira teve nova queda e o declínio da produção acentuou-se no fim do século, obrigando o Brasil a voltar-se para o mercado interno, que era pequeno e estava fragilizado pela crise do açúcar.

agora sim terminou ....ERA BUSCH



voltei... vamos terminar o que começamos ...Era Busch...



quinta-feira, 30 de abril de 2009

A INDEPENDÊNCIA DOS E.U.A.
(1776)


As Treze Colônias


Ø Colônias do Centro-Norte:

· Colônias de Povoamento
· Agricultura de Subsistência
· Cidades: Boston, Filadelfia, Nova York
· Economia Interna
· Camadas Média e Alta (burguesia)

Ø Colônias do Sul:

· Colônias de Exploração
· Plantation
· Arroz, Tabaco, Algodão
· Escravos e Aristocracia Rural

Fatores

1) Guerra dos Sete Anos (1756-1763)

2) Idéias Iluministas (John Locke, Montesquieu)

3) Revolução Industrial (mercado consumidor e fornecedor - algodão)

4) Leis:

a) Lei do Açúcar (1764)
b) Lei do Selo (1765)
c) Lei dos Alojamentos (1765)
d) Lei do Chá (1773) - "The Boston Tea Party" - 16/12/1773
e) Leis Intoleráveis (1774)

A Luta pela Independência

Ø 1774: Primeiro Congresso Continental da Filadélfia: Declaração de Direitos (ilegalidade dos impostos)

Ø 1775: Segundo Congresso Continental da Filadélfia: conclamou os cidadãos às armas e nomeou George Washington comandante das tropas americanas

Ø 04/Julho/1776: Declaração de Independência redigida por Thomas Jefferson


A Guerra pela Independência

Ø Primeira Etapa: 1775-1778 (tropas coloniais americanas lutaram sozinhas)

· 1775 - Batalha de Lexington
· 1777 - Batalha de Saratoga

Ø Segunda Etapa: 1778-1781 (contaram com o auxílio financeiro e militar da França - Gal. La Fayette e da Espanha)

1781: Batalha de Yorktown
1783: Tratado de Paris (Versalhes)

Ø 17 de setembro de 1787: Constituição dos Estados Unidos da América

· República Federativa Presidencialista
· Separação dos Poderes:
Executivo: Presidente da República
Legislativo: Congresso
Judiciário: Suprema Corte

Ø 1789: George Washington é eleito o primeiro presidente dos EUA

terça-feira, 28 de abril de 2009

VEJA ESTE VIDEO QUE FALA UM POUCO DO FASCISMO E NAZISMO

TOTALITARISMO




O TOTALITARISMO
Entende-se por Totalitarismo o tipo de Estado, difundido na Europa entre as duas grandes guerras mundiais, que exerce um enorme controle sobre todas as atividades sociais, econômicas, políticas, culturais e religiosas. A direção do aparelho estatal está a cargo de um único partido político ou de um chefe.
Os fatores que propiciaram a formação deste Estado foram o final da Primeira Guerra Mundial e a conseqüente crise política, econômica e social dos países europeus; a crise mundial de 1929; o avanço das idéias socialistas e a experiência.


A CRISE MUNDIAL DE 1929.


Durante a Primeira Guerra Mundial os Estados Unidos da América tiveram um enorme crescimento econômico, tornando-se uma grande potência mundial. Este crescimento econômico norte-americano gerou uma forte onde de otimismo na sociedade, à qual passou a ser caracterizada pelo consumismo.
No entanto, esta euforia de consumo será interrompida – em virtude dos progressos técnicos e a conseqüente onda de desemprego. A seguir os principais fatores da crise de 1929 nos Estados Unidos da América



- a diminuição do consumo, em razão da diferença entre o aumento dos salários ser menor
que o aumento da produção, gerando uma diminuição do consumo e a falência de várias indústrias;
- a superprodução agrícola, devido ao processo de evolução tecnológica no campo e pela recuperação da agricultura européia, após a Primeira Guerra. Tais fatores provocaram um excedente da produção agrícola;



- o crack da bolsa de Nova Iorque, decorrente da euforia de otimismo no crescimento industrial norte-americano, as ações de muitas empresas – negociadas na bolsa – estavam supervalorizadas, bem maior que o real capital da empresa. Com o início das falências, muitos acionistas procuraram vender suas ações, provocando uma brutal queda em seus valores. No dia 24 de outubro de 1929 – Quinta-feira Negra - a bolsa de valores de Nova Iorque conheceu sua maior baixa, sendo o estopim para uma das maiores crises capitalistas de toda história, iniciando-se a chamada Grande Depressão.



Para solucionar os graves problemas econômicos e sociais, o presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt, elaborou um plano de intervenção do estado na economia, conhecido como New Deal.
O plano estimulava a economia, através de grande obras públicas e por um conjunto de mecanismos sociais, que ampliaram o poder compra dos norte-americanos. Os efeitos da crise norte-americana foram mundiais, em razão da forte dependência econômica das demais nações. A diminuição das exportações e importações para com os Estados Unidos trouxe uma onda desempregos e falências aos outros países. Esta crise econômica e social, somada aos efeitos da Primeira Guerra, fortaleceram as idéias socialistas e o avanço do movimento operário, bem como dos Partidos Comunistas.
Para conter o avanço da esquerda, as forças de direita passam a se organizar, surgindo assim as idéias contra-revolucionárias. O primeiro país a conhecer um regime totalitário foi a Itália – antes da crise de 1929.


O FASCISMO ITALIANO
As origens do fascismo italiano estão na inflação, no enorme desemprego e no nacionalismo exaltado – surgidos após a Primeira Guerra Mundial.
A grande crise econômica da Itália pós-guerra fez desenvolver o Partido Socialista, porta voz da classe trabalhadora, que passa a liderar os movimentos, impondo uma série de greves, acentuando a crise.

E neste contexto que Benito Mussolini funda o Partido Fascista e monta as Esquadras – tropas de choque do partido que utilizavam da violência contra seus adversários. O fascismo será fortalecido pelo apóio da classe média e da grande burguesia – temerosos da agitação social pelo qual passava o país.
O acesso ao poder deu-se em outubro de 1922, após uma exibição de força dos “camisas negras” (militantes fascistas) – a chamada Marcha sobre Roma.


Realizações do fascismo italiano:

Assinatura do Tratado de Latrão ( 1929 ) – acordo entre o Estado e a Igreja Católica resolvendo o problema – originado na unificação italiana – da Questão Romana e criando o Vaticano – território sob autoridade do papado. Ficou estabelecido que o ensino da religião católica seria obrigatório nas escolas públicas.
Organização de um Estado corporativo, onde todos os profissionais do mesmo ramo estavam em uma mesma corporação – patrões e empregados, procurando acabar com as lutas de classes.

O Estado passou a ser o mediador da questão social (capital x trabalho), proibindo as greves e criando uma legislação trabalhista. O Estado patrocinou a construção de grandes obras públicas, investimentos na área industrial – setor automobilístico, construção naval, hidroelétricas etc...

O Nazismo alemão.

As origens do nazismo alemão encontram-se, primeiramente, com o final da Primeira Guerra Mundial, responsável por uma grave crise política, econômica e social. Estas crises serão acentuadas após a assinatura do Tratado de Versalhes – impondo uma pesada indenização e perdas territoriais. Estas crises provocaram agitações sociais e o avanço das idéias socialistas.
Procurando conter tal avanço foi fundado, aos moldes do fascismo italiano, o Partido nacional -socialista dos Trabalhadores Alemães – o Partido Nazista. A direção do partido ficou a cargo de
Adolf Hitler. Este, em seu livro Mein Kampf (Minha luta), sistematizou os principios fundamentais da ideologia nazista: anticomunismo, nacionalismo exacerbado, contra o Tratado de Versalhes, o Estado totalitário, a superioridade da raça ariana e a teoria do espaço vital ( necessidade de ampliação do território para desenvolvimento da raça ariana ).
Em novembro de 1923 os nazistas tentaram um golpe de Estado- o Putsch de Munique. A
tentativa foi fracassada sendo alguns líderes presos, entre eles Hitler.


A chegada ao poder
A ascensão dos nazistas está relacionada com o agravamento da crise econômica na Alemanha, em decorrência dos reflexos da crise mundial de 1929, ampliando o desemprego, a inflação e a miséria da população. Nas eleições de 1932 o Partido Nazista ficou muito fortalecido – conquistando 280 cadeiras. Seus adeptos cresciam cada vez mais, tendo as SA (tropas de choques ) e as SS ( tropas de assalto ) como organizações de combate aos adversários. No mesmo ano, Hitler era nomeado chanceler.
No ano de 1933, após o incêndio do Reichstag ( parlamento ), os nazistas implantaram a ditadura nazista: dissolução dos sindicatos, estabelecimento da censura aos meios de comunicação, extinção de todos os partidos políticos- exceto o Partido Nazista, e início do terror – perseguições aos judeus e outras minorias.
Em 1934, com a morte do presidente Hindenburg, Hitler acumulou as funções de chanceler e
de presidente – decisão que foi confirmada por um plebiscito. Foi fundado assim o III Reich
alemão.

Realizações do nazismo
A criação de um Estado fortemente intervencionista favoreceu a eliminação do desemprego e
patrocinou o desenvolvimento industrial – principalmente a indústria bélica. Foram criados campos de concentração, destinados aos comunistas, socialistas, liberais e judeus.

Os aspectos do nazi-fascismo.

Pode-se identificar características comuns a estes dois regimes:
Nacionalismo exacerbado, totalitarismo, corporativismo, militarismo, anticomunismo, expansionismo territorial.
A ideologia nazista apregoava ainda a superioridade da raça ariana, destinada a se impor às raças inferiores, como os judeus, os negros, os latinos etc...
A consolidação dos regimes totalitários – com suas idéias nacionalistas e militares – desenvolveu sentimentos imperialistas sendo responsáveis, entre outras coisas, pela Segunda
Guerra Mundial.


EXERCÍCIOS
1) (UNITAU) – O nazismo e o fascismo surgiram:
a) do desenvolvimento de partidos nacionalistas, com pregações em favor de um Executivo
forte, totalitário, com o objetivo de solucionar crises generalizadas diante da desorganização
surgida após a Primeira Guerra Mundial;
b) da esperança de conseguir estabilidade com a união das “doutrinas liberais” de tendências
individualistas;
c) com a instituição do parlamentarismo na Itália e na Alemanha, agregando partidos
populares;
d) com o enfraquecimento da alta burguesia e o apoio do governo às camadas lideradas pelos
sindicatos socialistas;
e) do coletivismo pregado pelos marxistas.


2) (FUVEST) – A ascensão de Hitler ao poder, no início dos anos trinta, ocorreu:
a) pelas mãos do Exército alemão, que quis desforrar-se das humilhações impostas pelo
Tratado de Versalhes;
b) através de uma ação golpista, cuja ponta de lança foram as forças paramilitares do Partido
Nazista;
c) em conseqüência de uma aliança entre os nazistas e os comunistas;
d) a partir de sua convocação pelo presidente Hindenburg para chefiar uma coalizão
governamental;
e) através de uma mobilização semelhante à que ocorreu na Itália, com a marcha de Mussolini
sobre Roma.

3) (UFSC) – Os regimes totalitários, que polarizaram a política européia no período entreguerras
(1919-1939), apresentam muitos aspectos comuns, conservando cada um suas
peculiaridades.
Assinale os aspectos que caracterizam o nazismo.
01) Ocorreu na Alemanha
02) Racismo
04) Anti-semitismo
08) Internacionalismo
16) Antimarxismo
32) Ocorreu na Itália

4) (PucCamp) – uma das leis baixadas por Mussolini dizia o seguinte: “...nenhuma questão
será incluída na ordem do dia no Parlamento sem a ordem do chefe de Estado”. Assim, o
Parlamento:
a) adquiriu o poder moderador entre os interesses da população e do poder executivo;
b) passou a representar o equilíbrio das forças nacionalistas e internacionalistas;